segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Administraçao- Guia para estudantes

Administrar significa ter de determinar uma direção o tempo todo: onde investir, quem contratar, que posicionamento adotar no mercado, como promover a organização e escolher os parceiros ideais. "Nessa profissão, seja em organizações públicas ou privadas, é necessário tomar decisões constantemente. Por isso, não basta o bom senso, é preciso preparo, conhecimento e determinação", diz Leandro Vieira, diretor do portal Administradores Negócios Digitais, site voltado para a área de administração e negócios.

O profissional trabalha em praticamente todos os departamentos de uma organização. É responsável pelo planejamento de estratégias e pelo gerenciamento do dia-a-dia da companhia e gere recursos financeiros, materiais e humanos. Conduz as relações entre a empresa e os funcionários, cuida dos processos de admissão, treinamento e demissão. Organiza planos de carreira e programas de benefícios. Outra possibilidade é atuar no controle dos estoques de matéria-prima e insumos, gerenciando os processos de compra. No setor financeiro, opera nas áreas de custos, orçamentos e fluxo de caixa. Pode se envolver, ainda, com a publicidade e o marketing. O administrador trabalha em diversos setores - de hospitais, fábricas e escolas a organizações não-governamentais, empresas públicas e aquelas dedicadas ao comércio eletrônico.

MERCADO DE TRABALHO

Ocampo de trabalho é amplo: cerca de metade dos cargos de uma empresa é para funções administrativas. Mas o mercado é muito competitivo. Aproximadamente 2 milhões de estudantes formam-se por ano, e não há vagas formais para absorvê-los. Ainda existe a concorrência de graduados de outras áreas que fazem especialização ou MBA e conseguem emprego em Administração.

Apesar disso, o mercado de trabalho para administradores no Brasil está crescendo junto com a economia. Grandes companhias estão ampliando seus quadros de funcionários, e as empresas familiares se profissionalizando e buscando candidatos com boa formação para fazer parte de seus quadros. "Empresas que tradicionalmente contratavam apenas profissionais de áreas técnicas, como Engenharia e Química, por exemplo, começam a perceber a necessidade de preencher cargos administrativos e de negócios, como compras, logística e marketing, com os formados na área e dotados de visão estratégica", afirma Marcos Amatucci, diretor nacional dos cursos de graduação em Administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo.

Como a atuação do administrador é bastante ampla, esse profissional se faz necessário em todo tipo de empresa (fabril, comercial, serviços, agronegócio) e em praticamente todas as áreas, desde a comercial, passando por logística, financeira e compras, até recursos humanos. A região Centro-Oeste apresenta o mercado que mais se expande. Os principais empregadores estão no setor de agronegócio, em cidades como Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número de empresas que oferecem programas de trainee, enquanto o setor público tem vagas em todo o país.

$ Salário médio inicial: R$ 1.800

O CURSO

Uma resolução do MEC, datada de 2005 e que passou a vigorar em 2007, estabeleceu que as linhas de formação específicas nas diversas áreas da Administração não podem constituir uma extensão ao nome do curso. Isso significa que as várias ênfases ou habilitações de Administração, como administração financeira ou de recursos humanos, devem constar apenas no projeto pedagógico do curso.

Em geral, os dois primeiros anos são ocupados com disciplinas básicas, como matemática, estatística, direito, sociologia, contabilidade e informática. No terceiro começam as matérias específicas, como logística, finanças, marketing e recursos humanos. O curso dura, em média, quatro anos, e o dia-a-dia não se limita às aulas expositivas. O aluno cria e analisa casos fictícios e apresenta seminários. Algumas escolas exigem uma monografia de conclusão de curso, além do estágio supervisionado.

Outros nomes: Ciên. Ger. e Orçamentos Contábeis; Ciên. Imob.; Gestão de Coop.; Gestão e Comun. Empr.; Gestão e Empreended.; Log.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

Administração de empresas: Cuidar de todas as operações de uma empresa, desde a organização de seus recursos humanos, mercadológicos, materiais e financeiros até o desenvolvimento de estratégias de mercado.

Administração esportiva: Gerenciar times e equipes, promover competições e cuidar do marketing esportivo de uma associação. Em órgãos oficiais, definir políticas para o esporte.

Administração financeira: Organizar e coordenar as atividades financeiras de um estabelecimento, lidando com patrimônio, capital de giro, análise de orçamentos e fluxo de caixa.

Administração hoteleira: Gerenciar hotéis, flats, pousadas e parques temáticos. Supervisionar o funcionamento do estabelecimento, seus serviços, sua manutenção, as reservas e a limpeza.

Administração hospitalar: Gerenciar hospitais, prontos-socorros e empresas de convênio médico ou seguro-saúde.

Administração de produção: Supervisionar o processo produtivo em indústrias, da análise, aquisição e estocagem da matéria-prima à qualidade e distribuição do produto final.

Administração pública: Planejar, promover e gerenciar instituições públicas.

Administração de recursos humanos: Cuidar das relações entre funcionários e empresa, coordenando a seleção e a admissão, os planos de carreira e de salários, os programas de incentivo, de treinamento e de capacitação da mão-de-obra.

Administração rural: Dirigir empresas rurais e agroindustriais, controlando o processo de produção, a distribuição e a comercialização de produtos.

Administração do terceiro setor: Planejar e coordenar as operações de ONGs, gerindo a captação de recursos e sua aplicação em projetos ambientais, educacionais, profissionalizantes ou comunitários.

Auditoria: Acompanhar a análise e os exames de documentos dos diversos setores de uma empresa ou organização.

Comércio exterior: Administrar e planejar negociações de compra e venda com empresas do exterior.

Controladoria: Planejar e gerenciar o orçamento de uma empresa, fazendo o controle dos custos e a auditoria interna.

Empreendedorismo: Definir as estratégias de criação e direção de um negócio, avaliando as oportunidades, a concorrência e a gestão de recursos humanos.

Gestão ambiental: Planejar, desenvolver e executar projetos para a preservação do meio ambiente.

Gestão de qualidade: Otimizar os processos industriais e de venda ou compra de serviços ou mercadorias. Coordenar programas que melhorem a qualidade de vida de funcionários e clientes.

Logística: Implantar e administrar o fluxo produtivo de uma empresa, da estocagem da matéria-prima à distribuição da mercadoria nos pontos-de-venda.

Marketing: Definir as estratégias de atuação de uma empresa, estudar as necessidades dos clientes, desenvolver produtos e serviços para atendê-los e planejar as vendas.

Peritagem: Elaborar exames periciais em assuntos relacionados ao dia-a-dia de uma empresa, como na administração financeira ou de recursos humanos.

Sistemas de informação: Gerenciar os sistemas de tecnologia de informação em uma empresa, atualizando seus equipamentos e programas necessários ao negócio.

Fonte:
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/profissoes_271421.shtml

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As melhores empresas para trabalhar

Conheça as 150 melhores empresas no Brasil para você trabalhar

A edição 2006 do Guia EXAME — Você S/A das Melhores Empresas para Você Trabalhar traz números impressionantes. Em sua décima edição, o guia registrou mais de 500 empresas inscritas. A pesquisa é a maior do gênero no país. Neste ano, 121 mil funcionários responderam ao questionário que avalia a qualidade do ambiente de trabalho e da gestão de Recursos Humanos. A equipe responsável pela pesquisa visitou 268 empresas — 63 a mais do que em 2005 —, localizadas em 100 cidades brasileiras.
Entre as 150 empresas classificadas pelo Guia, 10 foram eleitas as melhores do ano, 10 foram premiadas como as melhores para a mulher trabalhar, e uma foi consagrada como a Melhor da Década, por ter se classificado em todas as edições desde 1997. Veja a lista das premiadas:

A Melhor da Década: Promon

As 10 campeãs

1ª Masa
2ª BV Financeira
3ª Serasa
4ª Promon
5ª Landis+Gyr
6ª Arcelor
7ª Eurofarma
8ª Fras-Le
9ª Accor
10ª Albras

As melhores para as mulheres

1ª São Bernardo Saúde
2ª Landis+Gyr
3ª BV Financeira
4ª Serasa
5ª Laboratório Sabin
6ª Citigroup
7ª Magazine Luiza
8ª ABN Amro Real
9ª Eurofarma
10ª IBM Brasil


Fonte: Guia EXAME — Você S/A, que chega à sua 10ª edição-15.08.2006

Teoria Geral dos Sistemas e Abordagem Sistêmica

Teoria Geral de Sistemas

Há anos, pessoas perceberam que há coisas comuns nas diferentes áreas do conhecimento. Existem problemas similares que podem ser resolvidos com soluções similares. Estas mesmas pessoas perceberam que algumas características e regras aconteciam em todas as áreas.
Assim, surgiu a definição de Sistema, que é um conjunto de elementos inter-relacionados com um objetivo comum. Isto quer dizer que todas as áreas do conhecimento possuem sistemas. E que os sistemas possuem características e leis independentemente da área onde se encontram.

Exemplos de sistemas:
carro, corpo humano, computador, uma empresa

Contra-exemplo: pessoas caminhando na rua (pois não possuem objetivo comum)

Características de Sistemas

Todo sistema deve possuir 4 características básicas:
a) elementos
b) relações entre elementos
c) objetivo comum
d) meio-ambiente

Exemplo:
Um carro possui elementos tais como sistema elétrico, motor, chassis, rodas e carroceria. As relações entre os elementos são estruturais (uma parte acoplada ou integrada a outra) ou funcionais (uma parte desempenhando trocas com outra). O objetivo comum é a locomoção.

Exercício:
Identifique estas 3 características nos sistemas “corpo humano” e “computador”.

O meio-ambiente é o que está fora do sistema, ou seja, não pode ser controlado pelo sistema. Entretanto, o sistema pode trocar “coisas” com o meio-ambiente (energia, produtos, materiais, informações) e por isto, dizemos que o sistema pode influenciar o meio-ambiente e vice-versa.
Por exemplo: o meio-ambiente de um carro inclui a pista ou estrada, postes e árvores, edificações, placas e sinaleiras, outros carros, o clima e a natureza (ex: chuva), etc. Um exemplo de troca é a de combustível (meio para sistema) e gases poluentes (sistema para meio).
Às vezes, é difícil determinar o que está fora ou dentro do sistema. Por exemplo, os alunos de uma universidade são elementos do sistema “universidade” ou são meio-ambiente. Para tirar esta dúvida (e outras), verifique se o sistema pode controlar este elemento. Se sim, ele será um elemento do sistema. Se não, ele será um elemento do meio-ambiente. Neste exemplo, a universidade não pode controlar que o aluno venha à aula, portanto os alunos são parte do meio-ambiente. Um cuidado: a universidade pode influenciar (persuadir) o aluno a vir às aulas mas não tem controle sobre esta decisão do aluno.

Exercício:
Identifique o meio-ambiente dos sistemas “corpo humano” e “computador”.

Tipos de Sistemas

Há diversas classificações para sistemas. Eis algumas:

a) concretos X abstratos
Sistemas concretos existem fisicamente; abstratos, são modelos ou representações do mundo físico

b) naturais X artificiais
Sistemas naturais existem na natureza e artificiais foram criados ou inventados pelo Homem.

c) abertos X fechados
Sistemas abertos realizam trocas com o meio-ambiente; sistemas fechados, não.


Leis Universais

Estudiosos da Teoria Geral de Sistemas identificaram regras ou normas ou leis que acontecem a todos os sistemas, independente da área, ou seja: todo sistema respeita estas leis. Elas são:

a) “Todo sistema se contrai, ou seja, é composto de subsistemas (e isto ocorre infinitamente)”.
Os elementos de um sistema são também sistemas. Por exemplo, o motor de um carro também é um sistema. E desta forma, cada subsistema também possui as 4 características básicas. E se os elementos são sistemas, então eles também são formados por subsistemas (e isto se repete infinitamente).
Exemplo: o motor de um carro é formado de subsistemas como injeção, pistões, partida, etc.

b) “Todo sistema de expande, ou seja, é parte de um sistema maior (e isto ocorre infinitamente)”.
Por exemplo, o sistema “carro” é parte de um sistema maior de tráfego, que por sua vez pode ser considerado subsistema de uma cidade e assim infinitamente.

c) “Quanto maior a fragmentação do sistema (ou seja, o número de subsistemas), maior será a necessidade para coordenar as partes”.
Por exemplo, é mais fácil coordenar um time de futebol de campo (com 11 jogadores em campo) do que um time de futebol de salão (com 5 jogadores em campo). Por isto, ninguém vê peças pequenas (como parafusos) quando pensa em elementos de um carro. A razão disto é que é mais fácil visualizar menos sistemas e entender sua integração; por esta razão, as pessoas procuram agrupar os elementos em subsistemas.
O número de subsistemas é arbitrário e depende do ponto de vista de cada pessoa ou de seu objetivo. Por exemplo, um carro pode ser visto formado por 2 subsistemas somente (motor e estrutura); já outras pessoas poderão subdividir um carro em parte elétrica, motor, rodas, chassis, carroceria e estofamentos.

d) O número mágico 7 ± 2
Na década de 40, pesquisadores de psicologia concluíram que as pessoas normais possuem uma certa capacidade de processamento de informações. Uma das descobertas é que podemos gerenciar de 5 a 9 subsistemas (por isto, o número 7 + 2 e 7 – 2). Isto quer dizer que uma pessoa consegue gerenciar melhor uma equipe com 5 a 9 membros. Ou que devemos subdividir os sistemas de 5 a 9 partes para poder entender melhor o todo.
Se tivermos mais de 9 elementos, teremos dificuldade para gerenciar os subsistemas ou entender o sistema como um todo. Abaixo disto, estamos com capacidade ociosa.
Esta regra é seguida na área de dividir um sistema baseado em tecnologia em subsistemas. Ou exemplo na área, é que devemos colocar de 5 a 9 opções no menu (interface) de um sistema automatizado.

e) Homeostase
Este princípio diz que os sistemas sempre procuram o equilíbrio. Isto quer dizer que, se uma parte não está funcionando bem, outras terão que trabalhar mais para manter o equilíbrio e para que o sistema consiga atingir seu objetivo.
Por exemplo, se uma pessoa está mancando de uma parte, a outra perna será sobrecarregada. Uma infecção no pé pode gerar febre e isto afeta todo o corpo; da mesma forma, outras partes poderão ficar infeccionadas. Numa empresa, se o setor de vendas não está bem, outros setores devem trabalhar mais ou melhor (por exemplo, marketing).

f) Sinergia
A sinergia pode ser exemplificada pela fórmula 1 + 1 = 3. Isto significa que as partes de um sistema podem interagir para gerar algo maior, o que as partes não conseguiriam fazer ou atingir se trabalhando isoladamente.
Tal princípio também pode ser entendido através da frase “O todo não é a mera soma das partes”. Um bom exemplo é a água (cuja fórmula é H2O). Se estudarmos cada parte isoladamente, teremos que as moléculas de hidrogênio se encontram na natureza em estado gasoso, e o mesmo acontecendo com o oxigênio. Mas quando esta partes se juntam formam uma substância cujo estado natural é líquido.
A sinergia também explica por que, muitas vezes, uma equipe de futebol com um jogador a menos consegue ganhar de outra com maior número de jogadores
. A resposta está na integração entre as partes, que conseguem gerar algo novo.


Abordagem Sistêmica
A abordagem sistêmica é uma maneira de resolver problemas sob o ponto de vista da Teoria Geral de Sistemas. Muitas soluções surgem quando observamos um problema como um sistema e, desta foram, sendo formado por elementos, com relações, objetivos e um meio-ambiente.

Dicas da Abordagem Sistêmica

a) dividir para conquistar
Procure dividir o problema em problemas menores. Alguém que quer ir de uma cidade a outra, divide o caminho em partes por onde deve passar (estradas a tomar, saídas, entradas, conexões).

b) identificar todas as partes do sistema
Procure identificar tudo o que faz parte do sistema. Algumas partes podem fazer a diferença. Um exemplo clássico é o cavalo de tróia na guerra entre gregos e troianos. Se os gregos vissem o problema apenas como uma cidade (Tróia) com muros altos e fortes portões, não teriam conseguido entrar. A diferença aconteceu porque eles entenderam que o sistema ainda era composto de pessoas e, neste caso, supersticiosos e religiosos (que não poderiam rejeitar um presente dos deuses).

c) atentar para detalhes
A falta de uma caneta pode gerar o insucesso de um sistema automatizado. Os analistas se preocupam geralmente com as coisas grandes como computadores, redes e software de banco de dados. Mas num supermercado, se não houver uma caneta para o cliente assinar o cheque, de nada terá adiantada gastar milhares de dólares com hardware, software e treinamento de pessoal.

d) olhar para o todo (visão holística)
Se alguém está perdido numa floresta, sobe numa árvore para poder enxergar onde está a saída. O mesmo acontece com labirintos. A visão do todo permite entender como as partes se relacionam.

e) analogias
A analogia consiste em utilizar uma solução S’ num problema P’, similar a uma solução S que já teve sucesso num problema P similar a P’. Ou seja, é o reuso de soluções em problemas similares, com alguma adaptação da solução. Não é a toa que o Homem criou o avião observando os pássaros voarem.

fonte:
http://atlas.ucpel.tche.br/~loh/tgs.htm

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Crise Americana

O líder do capitalismo mundial vem passando por mais este período de turbulência. Sendo este um reflexo do liberalismo econômico instituído nos Estados Unidos da América, no qual a economia regula por si só, mediante a oferta e demanda por produtos e serviços, e o Estado atua com uma mão invisível. Assim houve o “crack” da bolsa de valores de Nova York em 1929 e o país passou por uma crise pelo excesso de produção, que deixou um alto índice de desemprego como conseqüência. Logo depois o mundo vive o período da “Guerra Fria” que tinha como protagonistas o capitalismo x socialismo, na qual prevalece a dominação do capital e, assim, instaura-se a Nova Orem Mundial. Esse novo modelo econômico abriu as portas para o processo de globalização que possibilitou o livre fluxo de capitais, produtos, serviços e informação, isso com certa moderação nos países ainda socialistas.

Assim, houve grande crescimento econômico mundial, com uma exaustiva produção que estimulou cada vez mais o consumo. Mas, agora, o excesso de produtos desencadeou o crescimento do capitalismo ancorado no crédito como uma solução para continuidade do consumo.

Mediante a isso deu-se inicio a uma nova “Guerra Econômica” onde o campo de batalha é o mercado mundial.

Neste cenário, a crise da “bolha” do mercado imobiliário norte americano tem ocorrido devido a alta oferta de crédito que engloba um grande número de pessoas com um histórico de inadimplência e que, por conseqüência, podem oferecer menos garantia de pagamento – é o chamado crédito “subprime” ou alto risco.

Como os empréstimos “subprime” embutem maior risco, eles têm juros maiores, o que os torna mais atrativos para gestores de fundos e bancos em busca de retornos melhores. Estes gestores, assim, ao comprar tais títulos das instituições que fizeram o primeiro empréstimo, permitem que um novo montante de dinheiro seja novamente emprestado, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago.

Também interessado em lucrar, um segundo gestor pode comprar o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerando uma cadeia de vendas de títulos.

Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá inicio a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os “subprime”, o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).



No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo, por isso o pessimismo influencia mercados globais.

O mercado já monitorava há meses os problemas com esses créditos imobiliários. Quando a inadimplência dessas operações superou as expectativas, empresa após empresa nos EUA relataram problemas de caixa.

Assim num mundo de incertezas, pois não se sabe ao certo o volume do crédito e dos bancos e empresas envolvidas, o dinheiro pára de circular – quem possui recursos sobrando não empresta, quem precisa de dinheiro para cobrir falta de caixa não encontra quem forneça.

Assim para socorrer os mercados financeiros e garantir que eles tivessem dinheiro para emprestar, os principais bancos centrais do planeta intervieram e liberaram bilhões em recursos aos bancos. Pois o medo é que com menos crédito disponível, caia o consumo e diminua o crescimento das economias globais.

Como o principal termômetro do tamanho do medo da recessão nos EUA são as Bolsas de Valores. Com receio de perdas, os investidores vendem suas ações para investir em opções mais seguras e provocam fortes quedas. Nos mercados emergentes, como Brasil, por exemplo, registra-se forte saída de investidores estrangeiros, que vendem seus papéis aqui para cobrir as perdas geradas lá fora.

A crise financeira dominou debates dos ricos e poderosos do planeta reunidos na Suíça. Quase todos concordaram em que a saída para as crises mundiais só será encontrada em conjunto.

Logo continua valendo o ditado “quando a América espirra, o resta do mundo apanha um resfriado”.




Fonte: Aula lecionada pelo Professor Paulo Sérgio de Oliveira - Crise Americana

Algumas Piadas......

Graaande chefe!

O coelhinho branco saía todos os dias para fazer cooper e sempre encontrava uma cobra. Ao passar pela cobra, o coelhinho dizia:

- Bom dia, chefe.

No começo, a cobra nem olhava para o coelhinho. Depois, ela começou a responder com um leve aceno de cabeça. E o cumprimento se repetia:

- Bom dia, chefe.

E a cobra começou a ficar intrigada com aquilo. Ela não era, jamais havia sido, chefe daquele coelho. Assim, resolveu interpelar o coelho, saber a razão desse "chefe". Mas o coelhinho era muito rápido: mal cumprimentava e já havia saltado uma boa distância. O jeito era a cobra ficar bem no meio do caminho. Ela ficou. E lá veio o coelhinho. Antes mesmo que ele dissesse o bom dia, ela o interrompeu e perguntou:

- Escuta aqui, seu Coelho. Por que é que todo dia que você passa você me chama de chefe?

- É porque, pra mim, toda criatura que não tem colhões e rasteja que nem um verme é um chefe.



Acerto contábil

O diretor manda chamar o chefe da contabilidade.

- Não está - diz a secretária. - Ele foi jogar na quina.

No dia seguinte, o diretor manda chamar o chefe da contabilidade outra vez.

- Não está - diz a secretária. - Ele foi jogar na megasena.

No outro dia, a mesma coisa:

- Hoje, ele foi fazer uma fezinha no bicho.

O diretor fica furioso.

- Mas o que há com esse irresponsável que fica saindo todo dia durante o expediente pra jogar?

E a secretária responde:

- Sabe, doutor, é que ele tem que fechar a contabilidade até a semana que vem


Um diretor de produção, um diretor de marketing e o presidente da empresa estão na rua a caminho de uma reunião. Ao atravessarem um parque encontram uma lâmpada antiga.

Esfregam a lâmpada e de repente aparece um gênio.

O gênio diz-lhes:

- Só tenho 3 desejos, por isso, terão um cada um.

O diretor de produção diz logo:

- Eu primeiro, eu primeiro! - e exprime o desejo:

- Eu quero estar nas Bahamas, ao volante de um barco ultra-rápido. E puff!!! Partiu.

- Agora eu, agora eu!!! - grita o diretor de marketing.

- Eu quero estar nas Caraíbas, rodeado das mais belas mulheres e com uma fonte inesgotável de
cocktails exóticos. Puff!!! Partiu.

Em seguida diz o gênio ao administrador:

- É a sua vez.

O presidente diz:-

Eu quero estes dois cretinos de volta ao trabalho depois do almoço!

MORAL DA HISTORIA:Deixem sempre o chefe falar em primeiro lugar!

O Perfil do Administrador Moderno

I – INTRODUÇÃO

No cenário de grandes mudanças econômicas, como as que recentemente vem se desenrolando no mundo inteiro, não é difícil admitir-se a necessidade de mudança do perfil do Administrador. Avançar lado a lado com a competitividade global requer no mínimo uma reflexão sobre o assunto.

Destaca-se como função primordial do administrador moderno exercer um modelo de liderança baseada em princípios que a sociedade atual valoriza, tais como: inspirar uma visão compartilhada e futurística, com o apoio conquistado de outros; desafiar o processo, experimentando e correndo riscos, numa busca incessante de oportunidades; capacitar colegas e subordinados, cultivando um ambiente de colaboração e fortalecimento das relações pessoais; encorajar as emoções, principalmente aquelas de reconhecimento de contribuições e comemoração de conquistas; modelar um novo caminho baseado no exemplo e na conquista de pequenas vitórias.

Algumas das qualidades e características dos Administradores do Futuro, em grande parte, continuam sendo as mesmas que sempre foram, ou seja: a inteligência, elevado nível de energia pessoal, capacidade e vontade de crescer constantemente, disciplina, liderança, etc. O que se ressalta aqui não é apenas a necessidade maior da multi-disciplinaridade e da constante atualização sobre técnicas e ferramentas modernas da gestão, mas sim de outros aspectos,talvez até mais importantes. Dentre eles ressalta-se: o da confiança e carisma que o administrador desperta na comunidade onde atua; o da sabedoria com que potencializa a criatividade de uma equipe; o da forma clara, objetiva e diplomática com que se comunica, favorecendo um bom relacionamento; o da sensibilidade em compartilhar seus conhecimentos com modéstia e simplicidade, compreendendo e respeitando as diferentes opiniões.

A visão futurística cultuada nos dias atuais apresenta uma concepção bem diferente do que preconizava a Administração Científica. Nas últimas duas décadas ocorreu uma transformação surpreendente da “razão do negócio”, abandonando a cultura de manufatura e adotando a prestação de serviços. Tornou-se cada vez mais evidente a necessidade do Administrador adotar estratégias de Marketing – In e,conseqüentemente, de explorar suas habilidades de conhecimento e relacionamento com o mercado, principalmente elevando a “postura ética” da empresa e do profissional ao nível de garantia de competência e qualidade.

Por outro lado, a sociedade reconhece, como líderes dos novos tempos, os profissionais de Administração que demonstram grande credibilidade pessoal e excepcional competência administrativa, ressaltando mais o que realizam do que aquilo que falam, mais a experiência e competência do que o título e posição, mais o que modificam do que aquilo que controlam, mais a mentalidade que constróem do que as metas que definem.

II – OS NOVOS DESAFIOS

No novo século que se inicia, complexas exigências requerem mudanças conceituais em muitos setores da sociedade. Dentre os principais desafios encontra-se a nova concepção do trabalho, uma vez que as rotinas físicas e intelectuais estão sendo, passo a passo, assimiladas por robôs e computadores. Não se trata meramente de uma questão de empregabilidade, mas sim da perda da funçãosocial dos profissionais, aliada ao desafio de promover uma transformação organizacional que contemple o trabalho, a cultura, a economia, o governo e, finalmente, o negócio.

Os governos, mais do que contemplarem questões de nacionalismo, deverão compreender mais as mudanças do cenário político internacional e as novas fronteiras digitais dos países. Fornecer subsídios a um maior número de pessoas e o acesso às redes de informação internacionais, eliminando intermediários e criando um novo comércio mundial.

Ao mesmo tempo que novas tendências mundiais estão moldando as características dos profissionais do futuro,impondo-lhes desafios a enfrentar e vencer, solicitam destesa resolução de problemas como o das sobrecarrega das obrigações sociais, econômicas e ambientais.

Mais do que o progresso tecnológico, será o aprimoramentodo próprio ser humano a força motriz capaz de incutir valores pessoais como: integridade, honestidade, lealdade a princípios,autoconfiança e auto-estima, tenacidade, criatividade e auto-motivação,a o perfil profissional dos Administradores dos Novos Tempos.

Já se encontram entre nós os nossos sucessores. Podem ser nossos filhos, crianças ainda, mas também serão sem dúvida, os nossos alunos. Como construir com eles um aprendizado capaz de habilitá-los a estes desafios?

Talvez atuando como uma “parteira”, que facilita a concepção de um novo ser, o professor poderá facilitar o processo de formação do novo profissional, administrando conflitos, ampliando a concepção de vida e, fundamentalmente, compartilhando sua visão e experiência. Criar um clima astral elevado e sinérgico, para fazer desabrochar o grande potencialque existe dentro de cada ser humano. Compreender o que foi dito e o que não foi dito. Perceber com clareza a linguagem falada e a não falada. Revelar no silêncio o seu verdadeiro caráter. Renovar constantemente suas energias interiores eesperanças, compartilhando-as. Compreender que nossas ações devem estar em harmonia com uma filosofia de vida coerente e permitir que tudo flua de maneira mais fácil e sem cessar.

BIBLIOGRAFIA

DRUCKER, P. F. O Líder do Futuro. 6ª ed., SP, Futura, 1996.BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e Meio Ambiente. RJ, Vozes, 1998.CARNEIRO, J. G. P. Uma Visão da Ética Profissional. SP, Pioneira,1998.COURE, M. L. Formação e Ideologia do Administrador de Empresas.SP, Cortez, 1998.RODRIGUEZ, C. Ética e Cidadania. SP, Moderna, 1994

Publicado no site da UNICID no Radar Acadêmico de Novembro/2001 Prof. Dr. Antonio Cesar Galhardi Professor do Curso de Administração da Unicid

A Era do Administrador

Por que os Estados Unidos são o país mais bem-sucedido do mundo? Porque são um país que resolveu o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil?

O segredo americano, e que você jamais encontrará em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais.

Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração. Administração é a profissão mais freqüente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação.

Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado. Sempre fomos administrados por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo. Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo!

De 1832 a 1964 a profissão mais freqüente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país, tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964. A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade, e tivemos a era do economista, que perdura até hoje.

Nos próximos dez anos isso lentamente mudará. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994. Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia.
Administração já é hoje a profissão mais freqüente deste país, com 18% dos formandos. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem.

Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las. O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó.

O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil? Uma nova era muito promissora. Finalmente seremos administrados por profissionais, e não por amadores. Daqui para a frente, 75% das empresas não quebrarão nos primeiros quatro anos de vida, e nossos investimentos gerarão empregos, e não falências.

Em 2010, teremos 2 milhões de administradores formados, e se cada um empregar vinte pessoas haverá 40 milhões de empregos novos. Será o fim da exclusão social.
Administradores nunca foram ouvidos por políticos e deputados nem concorriam a cargos públicos. Em 2010, é muito provável que teremos nosso primeiro presidente da República formado em administração. Por incrível que pareça, nunca tivemos um executivo no Executivo.

Muitos de nossos ministros e governantes aprendiam administração no próprio cargo, errando a um custo social imenso para a nação. Foi-se o tempo em que o mundo era simples e não havia necessidade de ter um curso de administração para ser um bom administrador.

Em 2006, o candidato da oposição que demonstrar boa capacidade gerencial será um forte candidato à sucessão de Lula. João Paulo Cunha, do PT, já o alertou de que, "se houver um bom administrador, ele conquistará o eleitorado da periferia".

Não quero exagerar a importância dos administradores, mas somente lembrar que eles são o elo que faltava. Ordem não gera progresso, estabilidade econômica não gera crescimento de forma espontânea, sempre há a necessidade de um catalisador.

Não será uma transição fácil, pois as classes dominantes não aceitam dividir o poder que têm. Há muita gente interessada em manter essa bagunça e desorganização, como vivem denunciando Luiz Nassif, Arnaldo Jabor e José Simão. Gente que é contra supervisão, eficiência e organização.

Administradores têm pouco espaço na imprensa para defender suas idéias e soluções. Em pleno século XXI, sou um dos raros administradores com uma coluna na grande imprensa brasileira, e mesmo assim mensal. Peter Drucker há quarenta anos tem uma coluna semanal em dezenas de jornais americanos, ele e mais trinta gurus da administração.

Administradores têm outra forma de encarar o mundo. Eles lutam para criar a riqueza que ainda não temos. Economistas e intelectuais lutam para distribuir a pouca riqueza que conseguimos criar, o que só tem gerado mais impostos e mais pobreza.

Se esses 2 milhões de jovens administradores que vêm por aí ocuparem o espaço político que merecem, seremos finalmente um país bem administrado, com 500 anos de atraso. Desejo a todos coragem e boa sorte.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (
www.kanitz.com.br)

Editora Abril, Revista Veja, edição 1886, ano 38, nº 1, 5 de janeiro de 2005, página 21